segunda-feira, fevereiro 28, 2005

Here we are


...

Penita

O TEMPO NÃO SABE NADA

Um poema belissímo de Jorge Palma...um autêntico Mestre ;)

O Tempo Não Sabe Nada

o tempo não sabe nada
o tempo não tem razão
o tempo nunca existiu
é da nossa invenção
se abandonarmos as horas para nos sentirmos sós
meu amor o tempo somos nós

o espaço tem o volume
da imaginação
além do nosso horizonte
existe outra dimensão

o espaço foi construído sem princípio nem fim
meu amor tu cabes dentro de mim

o meu tesouro és tu
eternamente tu
não há passos divergentes para quem se quer encontrar

a nossa história começa
na total escuridão
onde o mistério ultrapassa
a nossa compreensão

a nossa história é o esforço para alcançar a luz
meu amor o impossível seduz

o meu tesouro és tu
eternamente tu
não há passos divergentes para quem se quer encontrar



sem comentários....

Auto-Retrato!


Foto: Maria Santos, numa saida de Vegetal a Peniche...depois pus estas corezinhas e acho mesmo que a minha personalidade está aqui espelhada! Sou eu! lol:)
Penita

Às vezes uma Ilha



Às vezes uma Ilha

Navegava num barco de papel
Por mares nunca antes navegados
E por isso que o barco de papel
Se desvaneceu timidamente em bocados

Abri mão do leme
Tive medo, desisti
Abri mão do leme
Não enfrentei, logo não conheci

Nunca houve tempestade
Mas eu criei-a sozinha
Mas nunca houve tempestade
A tempestade era a minha

Agora nem barco, nem mar
Fui dar a uma Ilha unicamente habitada
Agora nem barco, nem mar
Só eu e a Ilha, abandonada

Penita

quarta-feira, fevereiro 23, 2005

O QUE TINHA DE SER

"O Que Tinha de Ser", uma música linda de Tom Jobim, e tocada pela guitarra de Pedro Godinho (um homem que costuma estar no Castelo de S.Jorge a tocar guitarra, e que é fantástico!)... fica lindíssima, expressa razoavelmente o que estou a sentir.

Pensava que eu era tudo para ti! Que era A princesa, A boneca, eu pensava que era A Tal, Aquela que fazia esqueceres-te de tudo e de todas. A que te punha lágrimas nos olhos e sorrisos no rosto quando me apetecesse. A que tinha O Poder! Eu pensava que era tudo para ti.
Mas não sou.
Aperceber-me da minha igualdade, a maneira como me atiraste "Tu és banal" para cima, ...feriu. Não foram palavras feias e devastadoras, foram palavras calmas e que se entranham aos poucos e vão roendo silenciosamente.
Foi e será uma despedida sem despedidas, a despedida serão encontros, os encontros que me irão afastar de ti.
Houve alguém que te completou, e não fui eu. E não fui Eu! Completar alguém é uma palavra tão bonita. Tão horrivelmente bonita!Tão tristemente bonita. Tão tristemente bonita. É tão triste não Ter esta palavra.

Gosto de ti de uma maneira que não sei explicar. Não sei se é capricho, necessidade, amizade. Daqui a uns tempos talvez já nem me lembre de quem és... acreditas mesmo nisso? eu não! ás vezes deixas de ter importância na minha vida por 1 mês porque eu sei-me rir e estar feliz sem ti. Eu sei bem viver sem ti!
Mas não por muito tempo, suponho...

Não choro mas apetece-me chorar
Parece que uma mágoa dentro cresce e não sai,
anda a diluir-se pelo corpo, a diluir até que desaparece
Suspiro e digo, isto há-de passar!

Porque o tempo tudo cura
E porque eu sei que a saudade
se pode transformar num samba!
:)

Saudade Fez Um Samba

Deixa que meu samba,
Sabe tudo de você,
Não acredito que meu samba,
Só dependa de você

A dor é minha, em mim doeu,
A culpa é sua o samba é meu
Então não vamos mais brigar,
Saudade fez um samba,
Em seu lugar

Deixa que meu samba,
Sabe tudo de você,
Não acredito que meu samba,
Só dependa de você

A dor é minha, em mim doeu,
A culpa é sua o samba é meu
Então não vamos mais brigar,
Saudade fez um samba,
Em seu lugar

Deixa que meu samba,
Sabe tudo de você,
Não acredito que meu samba,
Só dependa de você

A dor é minha, em mim doeu,
A culpa é sua o samba é meu
Então não vamos mais brigar,
Saudade fez um samba,
Em seu lugar

Saudade fez um samba, Em seu lugar

Carlos Lyra - Ronaldo Bôscoli

terça-feira, fevereiro 22, 2005

O Amor de Deus?


Foto: Em Fátima



A Alvorada do Amor

Um horror, grande e mudo, um silêncio profundo
No dia do Pecado amortalhava o mundo.
E Adão, vendo fechar-se a porta do Éden, vendo
Que Eva olhava o deserto e hesitava tremendo,
Disse:

Chega-te a mim! entra no meu amor,
E e à minha carne entrega a tua carne em flor!
Preme contra o meu peito o teu seio agitado,
E aprende a amar o Amor, renovando o pecado!
Abençôo o teu crime, acolho o teu desgôsto,
Bebo-te, de uma em uma, as lágrimas do rosto!

Vê tudo nos repele! a tôda a criação
Sacode o mesmo horror e a mesma indignação...
A cólera de Deus torce as árvores, cresta
Como um tufão de fogo o seio da floresta,
Abre a terra em vulcões, encrespa a água dos rios;
As estrêlas estão cheias de calefrios;
Ruge soturno o mar; turva-se hediondo o céu...

Vamos! que importa Deus? Desata, como um véu,
Sôbre a tua nudez a cabeleira! Vamos!
Arda em chamas o chão; rasguem-te a pele os ramos;
Morda-te o corpo o sol; injuriem-te os ninhos;
Surjam feras a uivar de todos os caminhos;
E, vendo-te a sangrar das urzes através,
Se amaranhem no chão as serpes aos teus pés...
Que importa? o Amor, botão apenas entreaberto,
Ilumina o degrêdo e perfuma o deserto!
Amo-te! sou feliz! porque, do Éden perdido,
Levo tudo, levando o teu corpo querido!

Pode, em redor de ti, tudo se aniquilar:
Tudo renascerá cantando ao teu olhar,
Tudo, mares e céus, árvores e montanhas,
Porque a Vida perpétua arde em tuas entranhas!
Rosas te brotarão da bôca, se cantares!
Rios te correrão dos olhos, se chorares!
E se, em tôrno ao teu corpo encantador e nú,
Tudo morrer, que importa? A natureza és tu,
Agora que és mulher, agora que pecaste!
Ah! bendito o momento em que me revelaste
O amor com teu pecado, e a vida com o teu crime!
Porque, livre de Deus, redimido e sublime,
Homem fico na terra, luz dos olhos teus,
Terra, melhor que o Céu! homem maior que Deus!

Olavo Bilac (Não é o Olavo Bilac cantor, acho que este é brasileiro, Livro: Bilac Tempo e Poesia publicado em 1965)



Penita

Quem morre?



Quem morre?

Morre lentamente
quem se transforma em escravo do hábito,
repetindo todos os dias os mesmos trajectos, quem não muda de marca
Não se arrisca a vestir uma nova cor ou não conversa com quem não conhece.
Morre lentamente
quem faz da televisão o seu guru.
Morre lentamente
quem evita uma paixão,
quem prefere o negro sobre o branco
e os pontos sobre os "is" em detrimento de um redemoinho de emoções,
justamente as que resgatam o brilho dos olhos,
sorrisos dos bocejos,
corações aos tropeços e sentimentos.
Morre lentamente
quem não vira a mesa quando está infeliz com o seu trabalho,
quem não arrisca o certo pelo incerto para ir atrás de um sonho,
quem não se permite pelo menos uma vez na vida,
fugir dos conselhos sensatos.
Morre lentamente
quem não viaja,
quem não lê,
quem não ouve música,
quem não encontra graça em si mesmo.
Morre lentamente
quem destrói o seu amor-próprio,
quem não se deixa ajudar.
Morre lentamente,
quem passa os dias queixando-se da sua má sorte
ou da chuva incessante.
Morre lentamente,
quem abandona um projecto antes de iniciá-lo,
não pergunta sobre um assunto que desconhece
ou não responde quando lhe indagam sobre algo que sabe.
Evitemos a morte em doses suaves,
recordando sempre que estar vivo exige um esforço muito maior
que o simples fato de respirar. Somente a perseverança fará com que conquistemos
um estágio esplêndido de felicidade.

Pablo Neruda
o que é a morte?...hummm.. não é que eu seja mórbida mas o que é a morte? pergunto eu. Ás vezes podemos morrer um bocadinho, suavemente, solitáriamente, mesmo continuando a respirar e a comer, podemos morrer vezes e vezes sem conta... Talvez possamos também nascer e nascer vezes sem conta... mas somos tão frágeis não é? Somos tão estupidamente frágeis e mais estupidamente ás vezes pensamos que somos tão fortes....porém basta a brisa certa soprar, que já nos tomba para o lado.
Não quero falar da morte definitiva porque neste momento assusta-me, e tenho medo desse papão que suge sempre tão de rompante, abrindo sempre portas dolorosas, e criando sempre uma forte corrente de ar na nossa casa, mesmo quando pensamos que estamos preparados.
A vida é breve, e a morte é eterna.
Não se deixem ir abaixo por coisas que não importam verdadeiramente. Porque o que importa verdadeiramente é estar vivo e aproveitá-lo!


Penita

Acho muito giro!




NÃO PISE NA GRAMA

Placa inútil e amarela:
"Não pise na grama."

Amarela
pela ausência de girassóis.

Inútil
porque não tenho os pés no chão

Fábio Rocha
Penita

domingo, fevereiro 20, 2005

Amo-te





"Saberás que não te amo e que te amo
pois que de dois modos é a vida,
a palavra é uma asa do silêncio,
o fogo tem sua metade de frio.

Amo-te para começar a amar-te,
para recomeçar o infinito
e para não deixar de amar-te nunca:
por isso não te amo ainda.

Amo-te e não te amo como se tivesse
nas minhas mãos a chave da felicidade
e um incerto destino infeliz.

O meu amor tem duas vidas para amar-te.
Por isso te amo quando não te amo
e por isso te amo quando te amo."


PABLO NERUDA




....

A palavra é uma asa do silêncio
O fogo tem sua metade de frio
...
Por isso te amo quando não te amo
e por isso te amo quando te amo
...






Penita

Borboleta


Para onde vamos, de onde vimos...? O que fazemos aqui? Qual o SENTIDO das coisas?... A verdade é uma borboleta incerta, da qual só conhecemos uma asa. Ela voa desde sempre, desde o início do Universo, através de todo o infinito Universo...através desse infinito, a palavra que não conseguimos conceber...
Sentido?
Sentido foi uma palavra que inventámos, um conceito talhado pela limitada mente humana. Para quê procurar um sentido, se o facto de procurarmos uma ideia que conhecemos num mundo que desconhecemos e que é muito maior do que aquilo que pode caber na nossa cabeça, é um erro?
Esqueçam o sentido, esqueçam o nome que têm. Somos uma raça, um animal, racional, mas com capacidades limitadas. Não conseguimos imaginar o infinito, não conseguimos explicar o Universo. A nossa inteligência é uma coisa valiosa mas uma coisa tão pequena dentro de uma caixa tão grande, que é O Tudo O Resto.
Então para quê procurar um sentido?


Penita


Penita

O Fantasma da Ópera



O fantasma da ópera usava uma máscara para cobrir parte da cara. Na minha opinião as verdadeiras sombras que escondiam a sua cara não vinham detrás da máscara, mas sim do resto das pessoas.

O que é a Beleza? e o que é que as pessoas fizeram com Ela?

Penita


Penita

domingo, fevereiro 13, 2005

A coisa mais bonita



A coisa mais bonita

A coisa mais bonita
Não sei descrever
É tão única
Tão unicamente única
Como hei-de dizer?
É como o pôr-do-sol
Naquela paisagem incrível,
Ou simplesmente
como alguém a aprender
Que pode amar o impossível.
A coisa mais bonita
Não sei descrever,
É tão única,
Porque ninguém a quer
E quanto mais isso acontece
Mais especial ela fica.
Parece-me uma estrela sem dono
Tão luminosamente livre,
Parece-me uma prenda de Natal
Que todos esquecem de pedir.
E eu nem acho isso estranho,
Acho até tão natural
Porque ela é demasiado grande,
E ninguém se atreve a exigir
Uma prenda desse tamanho.
A coisa mais bonita?
a coisa mais bonita é tentá-la descobrir…

sábado, fevereiro 12, 2005

A melhor coisa do Mundo : A Natureza!


Fotos: as fotos seguintes com imagens de paisagens e animais não são minhas, claro!´;)

Imagem do cabo da Roca...também há muita beleza natural em Portugal...:)
Penita

Este lugar, uma cabana, um homem atlético e um bando de filhos esguedelhados, eis a felicidade! :)
Penita

Adoro pikas, são uma espécie de roedores que vivem em tundras como as que à no Alaska e noutras cadeias montanhosas ;) são lindas não são?
Penita

Mais fofas que estas rapositas é impossível :)
Penita

Rã verde...também acho as rãs muito engrançadas, acho que basta olhar para elas para perceber.. tem um ar funny :)
Penita

E aqui deixo fotos do nosso prof de Animal II Pedro Ré, esse ganda maluco.
O mar é um mundo aparte, na sua maior parte permaneçe ainda um mistério...
Penita