segunda-feira, março 27, 2006

You're unbelievable!















Lick me!




Ok começo a ter juízo amanhã...estou mesmo tolinha de todo...
Prometo que vou ter mais juízo
'Por muito tempo achei
que a ausência é falta.
E lastimava, ignorante, a falta.
Hoje não a lastimo.Não há falta na ausência.
A ausência é um estar em mim.
E sinto-a, branca, tão pegada,aconchegada
nos meus braços,que rio e danço
e invento exclamações alegres,
porque a ausência,
essa ausência assimilada,
ninguém a rouba mais de mim'.
(Carlos Drummond de Andrade)

Um bonita interpretação de liberdade?

domingo, março 26, 2006

Fixação Oral


Cannot resist ... can you?

quinta-feira, fevereiro 23, 2006

Eu


É um erro estar a escrever
Porque é tarde
Porque tenho sono
Porque estou cansada
Mas quero dizer quem sou
E como existo

Haverá sempre aqueles pedidos de desculpa
Nos meus silêncios,
Nas minhas noites
Haverá sempre contradições
Sobre os dias
Sentimentos e manifestações
Idiossincrasias
Minhas
Trespassadas de palpitação
Ou de entorpecimento pro-ilusão
Em que as paredes aclaram
A tela intrincada de imaginações,
Dou-me e não me dou
Olho o futuro
As magias
Do sonho
As possibilidades intensas
Da existência,
Magoo-me
Nesse vácuo
Do não poder partir
E do não poder chegar

Espreito por de leve o amor
Como se a espuma de uma onda
Apenas fosse
Que eu não deixo ser calor
Um breve fogo envolto em bruma
Sem exaltação nem dor

O amor,
Essa parte de mim aparentemente tão ausente
Com a qual nunca me ofusco
Mas que no fundo,
No fundo
Profundamente a sinto
Profundamente
A busco



Ana Pena

segunda-feira, dezembro 19, 2005















Alentejo - 2005


Ain't no sunshine when she's gone - Bill Withers

Ain't no sunshine when she's gone...and she's always gone too long Anytime she goes away
and
i know i know i knowi know i know i knowi know i know i know i know i know i know i knowi know i know i knowi know i know i know i know i know i knowi know i know i know i know
ain't leave the young thing alone



Ain't no sunshine when she's gone Ain't no sunshine when she's gone
Only darkness everyday
Ain't no sunshine when she's gone and this house just ain't no home
anytime she goes away
anytime she goes away
anytime she goes away
anytime she goes away



Get Out of Town - Ella Fitzgerald

Get out of town before it's too late my love... Get out of town Be good to me please
Just disappear i care for you much too much... And when you're near, close to me dear We touch too much..
The thrill when we meet is so bittersweet That darling, it's getting me down
So on your mark get set Get out of town ....



Sampa - Caetano Veloso

homenagem à cidade de São Paulo, Brasil

Alguma coisa acontece no meu coração que só quando cruza a Ipiranga e a Avenida São João...
.... da dura poesia concreta de tuas esquinas da deselegância discreta de tuas meninas

Alguma coisa acontece no meu coração que só quando cruza a Ipiranga e a Avenida São João

Quando eu te encarei frente a frente não vi o meu rosto
chamei de mau gosto o que vi de mau gosto, mau gosto
é que Narciso acha feio o que não é espelho
E foste um difícil começo, afasto o que não conheço e quem vem de outro sonho feliz de cidade aprende depressa a chamar-te de realidade
porque és o avesso do avesso do avesso do avesso...



Eu sei que vou-te Amar - Caetano Veloso

Se soubesses o bem...
Eu sei que vou-te amar, por toda a minha vida eu vou-te amar, a cada despedida eu vou-te amar, desesperadamente eu sei que vou-te amar.....eu sei que vou chorar a cada ausência tua
eu vou chorar
mas cada volta tua há-de apagar o que essa tua ausência me causou,

eu sei k vou sofrer a enterna desventura de viver à espera de viver ao lado teu por toda minha vida...


Amem tudo e todos, percam-se.... e encontrem-se para novamente se perderem...porque a vida perde sentido se construírmos um castelo que não se pode derrubar para reconstruir outro...

Muita Saúde!

Feliz Natal e Feliz Resto do Ano*







sábado, dezembro 17, 2005




















Só o amor dá sentido à vida

sábado, novembro 19, 2005





Mais bonito que isto é impossível!
oLÁ comunidade de terráqueos!
Eu vim de um planeta distante, onde usamos estas fitas com um código de barras para sermos seleccionados pela selecção natural!A mim queriam-me dispensar porque não estava adaptada para tomar banho. Então eu fugi para a Terra onde posso viver à minha vontade e onde sei que mais bonito do que eu é impossível!
Obrigada tERRÁQUEOS por me receberem tão bem!

(Maria preciso de ti para piorar isto!!)

quarta-feira, outubro 19, 2005

Openupyoureyes




OpenUpYourEyes

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openupyoureyes open up your eyes


Open Up Your Eyes

domingo, outubro 02, 2005






Posted by Picasa Ps: esta foto foi tirada no Alentejo há pc tempo em Fronteira, uma terra muito bonita perto de Estremoz. Estava no alto de uma igreja, a Igreja do Monte!
Depois de um tempo de ausência voltei para aqui colocar uma frase de uma sms que nem sequer é minha...mas de uma amiga que adoro (a frase e a amiga!)

"(...) Não, não quero ser famosa, quero continuar a sair à rua e fazer um escândalo sem preocupações de não ser fashion. Não, não quero ser famosa! Quero é rir-me até ao fim "


Gostei mt mt mt mt mt .............

domingo, agosto 07, 2005

Uma praça, uma casa, uma asa
Na claridade, luz alva se introduz
Um roseiral, um rubro aroma floral
Sangra a brancura da varanda que seduz

Algures entre o que sonho, sinto e vejo
Nasce o batimento a mais de um beijo
Explosões de pétalas encarnadas
Demoram línguas em batalhas desejadas
Ao calor de corpos tomados pela Lua

Brilham fogos breves
Recolhem-se almas, homens não se mostram
Em cada corpo uma urna se insinua
Há um peso de enterrar quando os corações se afastam mas os braços se enroscam
Praça, casa, asa, cova
Na escuridão da noite que cava
A secura dum roseiral toma
Um defunto aroma mortal
Amaldiçoa a mentira encenada nos peitos
Envergonha-se da oca entrega carnal,
Cravada em tantas peles e leitos

07/08/05
Ana Pena

quinta-feira, agosto 04, 2005

Tudo nos meus olhos pede para voltares

Tudo nos meus olhos pede para voltares
Tudo nas tardes que passo a espiar-te quando sais do trabalho
Pede para voltares
Tudo nos telefonemas anónimos que te faço
Pede para voltares
Tudo nas lembranças que choro encostada às paredes
Implora para voltares
Tudo nos dias em que te escrevo cartas de amor que não entrego
Implora para voltares
Tudo na nossa música que cantavas à noite quando eu estava cansada
Implora para voltares
Tudo nos programas que gostavas e que passo a vida a ver
Pede para voltares
Tudo nas almofadas do sofá ainda com o teu cheiro
Pede para voltares
Tudo nas camisas que deixaste no armário e que eu acarinho
Pede para voltares
Tudo na nossa cama fria implora que a aqueças de novo
Tudo o que deixaste vazio na nossa casa implora o teu regresso

Tudo o que um dia me disseste, me pronunciaste ao ouvido
Faz-me pedir: Volta
Faz-me implorar: Volta
Faz-me precisar: Volta

Ana Pena

A imaginação é uma coisa perigosa

A imaginação é uma coisa perigosa.

Sabes o que é a auto-destruição?
É fazer conscientemente aquilo que não se quer fazer.

A minha boca é uma fonte cheia de areia, de pó, de nada
A palavra morre seca à nascença,
Ressequida pelo vento de todo e qualquer pensamento,
Pouco a pouco o deserto instalou-se na minha pensão degradada
Já vai ocupando todos os quartos rapidamente
Como um furacão enfurecido e esfomeado.
Pouco a pouco sinto o corpo maltratado a rodopiar no corredor da pensão,
Olho para todas as portas, todos os quartos engoliram escuridão
Um abismo de baratas forra um poço fundo
De onde só jorra areia, pó, nada
Posso chorar a minha falta de palavras esmagada
por uma fardo tão pesado de sentimentos?
Terei mãos para agir pensamentos e necessidades que não
tenho sequer coragem e força para falar?
Os quartos da pensão, poços escuros, olham-me
Magnetos chamando o meu desespero aprisionado
Num corpo chicoteado de sonhos.
O sol vê-se da pensão, comprovo duramente que existe
Mas não pode olhar para mim
Há um círculo demoníaco a expulsar anjos
De todos os quartos do meu ser

Como poço profundo, que não diz palavras, cospe só areia e nada, e sonha em agir e ter coragem de se exaurir e nascer de novo todos os dias em que acorda com vontade de cair no poço, como hoje.




Ana Pena (num dia1a beka mau...embora os dias maus sejam os de maior aprendizagem...e por isso em certa parte, bons)
2/8/05

quarta-feira, julho 20, 2005

... de Ti

..De Ti


Gosto de ti porque te lembro quando te esqueces do casaco
Gosto de ti porque gosto de mexer no teu cabelo devagar
Gosto de ti porque à força de repetir o teu nome, já não sei bem o meu
Enquanto te espero sinto fogo de artifício no meu corpo, gosto de ti
Gosto de ti porque viajo os meus pensamentos para o teu planeta
Gosto de ti porque adoro demorar os meus olhos na tua cara
Gosto de ti porque és um pesadelo que é melhor que um sonho
Se não me dizes nada fico triste, muito triste, gosto de ti
Gosto de ti porque gosto de dizer que sim, que gosto muito de ti
Gosto de ti porque se não gostas da comida eu também não
Gosto de ti porque o cheiro da tua proximidade entontece
Mesmo que esteja insegura penso sempre em ti, em nós, gosto de ti
Gosto de ti porque só me apetece beijar-te os braços todos
Gosto de ti porque gosto tanto da tua voz rara
Gosto de ti porque não me importo que não me contes tudo
Quando olhas com ternura para outras, continuo a sentir que gosto muito de ti
Gosto de ti porque quando achas especial alguma coisa eu também acho
Gosto de ti porque me ponho à tua frente quanto atravessamos uma estrada
Gosto de ti porque na rua quero comprar-te tudo o que vejo nas lojas
Ao receber alguma coisa de ti, tocas-me com tanto carinho, gosto de ti
Gosto de ti porque acho mesmo que és das melhores pessoas do mundo
Gosto de ti porque quando discutimos eu prefiro que tu ganhes
Gosto de ti porque me ensinaste que “o teu cabelo é um acto divino”
Nos dias em que não sei nada continuo a saber, sempre, que gosto muito, muito de ti



Ana Pena
19/07/05

quarta-feira, julho 13, 2005

NÃO se Vê

NÃO se Vê


Sibila a cigarra as notas sangrentas do (estar) só
Pinhal vazio de árvores que riscam o vácuo
Há pássaros estrangulados
Ausência de ar
Não se vê

Só pássaros mortos corpos espalhados. Horizontalmente
As minhocas dilaceradas no chão. É papa húmida.
Porque já não suportam os tóxicos do não, no chão que
Não se vê

Só minhocas. Empastadamente.
O pinhal não se mexe, não se respira, não se cria
Não se vê


Como eu agora a toda a hora porquê
Cantando notas sangrentas
Ninguém vê
Rigidamente
Há giz a chiar no quadro
Agudamente
Parte-se
Estou a chorar
Ninguém vê porquê
Ninguém vê
Ninguém vê
Ninguém vê



Ana Pena
13/07/05

domingo, julho 10, 2005

Sabes as folhas verdes das lembranças?
Estremecem hoje nos meus olhos,
Vasos de lágrimas.
Queria que o tempo não passasse
Mas permanecesse.
Como um pêndulo dos dias estagnado
Como um tic sem tac

Ouço os teus passos a ranger dentro do tímpano
Ensurdece lembrar a tua presença,
Rebenta comigo.
Vaga que se apodera de um corpo fraco
E o retalha brutalmente contra rocha afiada
Sucessivamente
A cada vez que percebo o absoluto da realidade

Pelo chão vidros
Reflectem fragmentos
Do meu rosto
Exteriores dos estilhaços cá por dentro

Há manhãs claras para quem se procura mutuamente
E florestas queimadas para quem se consome no antigamente.

terça-feira, julho 05, 2005

Há uma coisa que adoro no Alentejo


Posted by Picasa Alentejo, Estremoz, S.Bento do Cortiço 2005

Há uma coisa que eu adoro: o pôr-do-sol do Alentejo
Há uma coisa que eu desejo: que nunca haja um pôr-de-amor
No nosso ninho
Que nunca as oliveiras deixem cair a flor
Que a água nunca seque nas barragens
Há uma coisa que eu peço: que nunca haja um pôr-de-amor
Nas nossas margens
Outra coisa que adoro: o céu estrelado do Alentejo
Adoro cada estrela cadente, cada desejo
Que nosso campo de trigo exista sempre em nosso beijo
Que nunca cresça entre nós um monte nú
Há uma coisa que eu adoro no Alentejo
Tu


Ana Pena
5/07/05

sexta-feira, julho 01, 2005

Outrora

Outrora ficava satisfeita de sentir pássaros voar
De ouvir o vento nos cabelos, esquecer o tempo
E achar que seria sempre assim, sempre amar
E achar que seria sempre assim, todo o momento

O doce da vida era viver com aquele arrepiar
O mel que subia à boca, a tontura do sentimento
E achar que seria sempre assim, sempre amar
E achar que seria sempre assim, todo o momento

Laranjas aos gomos nos teus lábios
Molhavam-me a pele de doces sonhos
Os sentidos soltos em perpétuo movimento…
Corriam crinas ao vento
E achar que seria sempre assim, sempre amar
Que seria sempre assim, todo o momento…

Um dia o enforcado caiu do cadafalso
Estrangulado pelo laço do engano
Secretamente colocado no seu alvo
Ela, pela mão de um Cupido insano
Que não mediu o amar perdidamente que achou
Ela, ser sempre assim sem cadafalsos
Mas numa Torre há sempre uma donzela
Que se esqueceu de acreditar nos próprios passos

Ana Pena
01/07/05

Num campo sem longe nem perto

Cada casa tinha um campo de cidades a arder
Revoluções do mundo, sismos desenterrados
Debaixo da cama estavam monstros guardados
E corações perdidos ao caos do perder
Ouviam-se uivos trovejantes e relâmpagos
Que explodiam na tempestade desse dia
Á força bruta do mar toda a terra rugia
Chegava medo até aos cemitérios de crisântemos
Nunca a luz rasgava o lúgubre preto

Jamais se ouviam vozes humanas, só deserto
Nada
Nem uma única e preciosa vida
Sobrou naquele campo sem longe nem perto

Ninguém ficou para contar esse dia.
Nem eu, mas recordo-o para sempre como meu…
Quando as lágrimas escorrem pela tua fotografia.

Porque partiste?


Ana Pena