sábado, março 21, 2009

Angels in America

Angels in America

TV-series from 2003 (6 episodes)
Based on the play by Tony Kushner

"I usually say, "Fuck the truth," but mostly, the truth fucks you."


Well and what happens when truth fucks us? we change or we die....

"- In your experience of the world. How do people change?

- Well it has something to do with God so it's not very nice. God splits the skin with a jagged thumbnail from throat to belly and then plunges a huge filthy hand in, he grabs hold of your bloody tubes and they slip to evade his grasp but he squeezes hard, he insists, he pulls and pulls till all your innards are yanked out and the pain! We can't even talk about that. And then he stuffs them back, dirty, tangled and torn. It's up to you to do the stitching.

- And then get up. And walk around.

- Just mangled guts pretending.


- Yeah... that's how people change"

When the world spits in our face and hurts us, we can take imagination as our shelter. But in the end we have to look straight in the eyes of the beast and walk through it.

"Harper: In this world, there is a kind of painful progress. Longing for what we've left behind, and dreaming ahead. At least I think that's so."


But but but in the end in the end in the end (or in the beginning?)

"You are all beautiful." "Treshold of revelation."


Grande série!!


"The world only spins forward. We will be citizens. The time has come."

foto by Aninha Peninha


é o 21 do Março

O Dia Mundial da Poesia! :) da po-e-sia. sia. sia. dapoesia.

E como sou uma obcecada por Björk que até mete nojo, não me ocorria nenhuma frase senão esta para escrever naquela loooonga faixa, desenrolada pela Baixa. Naquela longa tela para a poesia dos escritores, e dos corações, anónimos.

segunda-feira, março 16, 2009

O (A) Iluminado(a)

Vamos lá terminar com este tom de blog depressivo, choradinho. Já chega de posts fundo do poço. Muda de tom Dona Pena. Fiquemos com o grande, o maravilhoso

Tom Zé, o Iluminado!!!

:) e já agora um agradecimento à Dona Marisa porque você tem paciência para ler quase todos os meus posts, é incrível, obrigada!

E agora rufem os tambores porque o grande TOM ZÉ vem aí commmmm o fantásticooooo

O AMOR é um ROCK!!! Ahahahaha Semalmacruelcretinodescaradofilhodamãe!

domingo, março 15, 2009

O (i)mundo

Acho destrutivo que existam pessoas no mundo que nunca se sentiram gostadas. Acho destrutivo no mundo existirem pessoas que mentiram durante anos a outras. Acho destrutivo a falta de afecto. Acho destrutivo alguém precisar de chorar e não sentir que tem um ombro onde o possa fazer. Acho destrutivo existirem pessoas que tomam anti-depressivos para viver. Acho destrutivo existirem pessoas que ignoram os outros. Acho destrutivo existirem pessoas que não respeitam os outros. Acho destrutivo a doença. Acho destrutivo existirem pessoas que não têm as condições básicas de vida. Que sofrem frio. Que sofrem fome. Que não têm ajuda de ninguém. Para nada. Acho destrutivo existirem pessoas que já não têm qualquer esperança.

Acho que o mundo é altamente destrutivo. Que a nossa cabeça é capaz das maiores alucinações para fingir que não é uma bomba-relógio altamente destrutiva. Que é tudo uma questão de tempo. Que é tudo uma questão de Tic - e pelo meio é inventado o amor, a alegria, a felicidade, a realização, o orgulho, o poder, o reconhecimento - e de Tac.

Acho que o mundo é a maior força destrutiva da vida.


Beirut

(So) Broken

Lembro-me de quando ia brincar lá para baixo para o parque e preparava com folhinhas das árvores e terra o meu almoço. Às vezes tinha até uma panela e um fogão, como lá na terra dentro de uma cestinha. Também podia pôr um bocadinho de água e alí estava eu, feliz cozinheira do dia. Lembro-me quando levantar-me cedo era uma alegria, para ver desenhos animados e comer pão com manteiga e fiambre. Quando sabia tão bem ir para o parque brincar com sol, e a minha mãe chamar-me para comer ao meio dia. Ficava feliz só de saber que ia comer, só do cheiro bom do almoço. E quando era bem pequenina e me pediam para contar anedotas à mesa e toda a gente se ria. E me pediam para tocar acordeão "Oh Catarina tocas tão bem acordeo!" "Anita não é bonita mas acredita que a noite cai" "Ai que olhos mais lindos os desta menina, parecem duas azeitonas a brilhar!" Era extraordinário ser feliz e não ter de apontar uma razão para isso. Suponho que se recordo a minha infância como uma coisa essencialmente boa, então é porque fui uma criança feliz. Da família ficou para sempre a saudade desses tempos de canções e alegria e muita gente junta à volta da mesa. E de quando a minha mãe me cantava músicas ou contava histórias, antes de dormir. A história assustadora dos meninos que se perderam na floresta, ou aquela música triste da menina que perdeu a mãe. E eu chorava quando ouvia essa música, chorava mas gostava que ela ma cantasse antes de dormir. Daqueles momentos em que me deliciava a folhear os livros de bonecos, com as imagens talhadas pela minha imaginação, fascinante sinto-o agora, que era o que tinha para os ver, porque felizmente ainda não tinha aprendido as letras. Para sempre habitam, bem cá no fundo da minha memória essas imagens cuja história eu construí. E nem pensar em ligar ao que dizem as letras desses livros. Aquelas histórias são minhas, são as que eu via na altura, não as que todos podem ler.

Da família ficou para sempre a saudade desses tempos de canções e alegria e muita gente junta à volta da mesa.
Era extraordinário ser feliz e não ter de apontar uma razão para isso.


Poema à Mãe

No mais fundo de ti,
eu sei que traí, mãe.

Tudo porque já não sou
o menino adormecido
no fundo dos teus olhos.

Tudo porque tu ignoras
que há leitos onde o frio não se demora
e noites rumorosas de águas matinais.

Por isso, às vezes, as palavras que te digo
são duras, mãe,
e o nosso amor é infeliz.

Tudo porque perdi as rosas brancas
que apertava junto ao coração
no retrato da moldura.

Se soubesses como ainda amo as rosas,
talvez não enchesses as horas de pesadelos.

Mas tu esqueceste muita coisa;
esqueceste que as minhas pernas cresceram,
que todo o meu corpo cresceu,
e até o meu coração
ficou enorme, mãe!

Olha - queres ouvir-me? -
às vezes ainda sou o menino
que adormeceu nos teus olhos;
ainda aperto contra o coração
rosas tão brancas
como as que tens na moldura;

ainda oiço a tua voz:
Era uma vez uma princesa
no meio de um laranjal...

Mas - tu sabes - a noite é enorme,
e o todo o meu corpo cresceu.
Eu saí da moldura,
dei às aves os meus olhos a beber.

Não me esqueci de nada, mãe.
Guardo a tua voz dentro de mim.
E deixo-te as rosas.

Boa noite. Eu vou com as aves.


Eugénio de Andrade, Os Amantes Sem Dinheiro.

sábado, março 14, 2009

Só treta

Fogo hoje decidi, já tardiamente, tirar a tarde sem fazer niente e venho para aqui e encho isto de treta. Há coisas mesmo do arquinho da velha.

Tás apaixonado? Cura-te!

Há aqueles gajos, que entre uma fungadela e outra, perguntam Qué feito do Johnny pa? . Epá o Johnny agora não se vê, tá doente, anda apaixonado meu.

Depois há aqueles que numa conversa de noite ao luar, que com 2 cervejas já ficam logo com a língua desenrolada. Eu não sou desses, há muitos que são assim, eu sei, mas eu não, eu dou muita importância aos sentimentos e vivo deles. E preocupo-me muito pelo que ela possa estar a sentir.

Depois há aqueles que ver pipis à frente (ou por trás) não está nos seus planos.

Depois há aqueles que estão apaixonados pelo ginásio. Hoje vou levar a minha miúda a jantar e amanhã à tarde ela vem-me ver a malhar. Duh

Depois há aqueles por quem nos apaixonamos. Que são sempre perfeitos, irresistíveis e estúpidos.


Se eu tentar calcular o tempo que passo na realidade e o que passo na imaginação, no fim, não sei para que lado penderá a balança. Até porque realidade é sempre aquela coisa difícil de definir. Será perigoso reinventar o mundo e viver no nosso mundo reinventado? Por outro lado, será perigoso andar sempre na sombra (ou à sombra?) dos factos factualíssimos, físicos, onde margem para dúvidas é coisa que não há? Como em tudo, no meio é que está a virtude. Pena é que esta resposta seja daquelas que tapa o buraco, mas não chega. É uma resposta piorzinha do que “O melhor é não pensar, rapariga”.

Há pessoas que são felizes na realidade, porque a aceitam como a coisa mais diversa, caótica e imprevisível de todas, que ela é. As restantes podem ser felizes, mas não vivem na realidade. É tão simples quanto pensar: se a realidade é de todos, então eu não posso ter uma só minha. Logo não posso estar verdadeiramente a viver na realidade enquanto a minha realidade for a objectiva através da qual vejo a dos outros.

Talvez seja impossível olhar para o que quer que seja sem ser através da minha objectiva pessoal, que trás agarrada a si o jeito da minha personalidade, os quadros da minha experiência e os olhos da minha imaginação. Mas se queremos estar um bocadinho mais próximos da realidade não é cá dentro que devemos ficar. Devemos subir para uma montanha, deixar que o ar frio nos lave bem os olhos e limpe a cabeça, e ver lá de cima o que se passa cá em baixo. O panorama geral sobre o teatro. E é natural que nessa altura aquele ser que sempre viveu connosco (e viverá), se torne mais claro e, quiçá, mais leve.

“I usually say fuck truth! … but mainly is truth that fucks you”
All is full of love




You have to trust it


maybe not
from the directions
you are staring at

All is full of love

you just ain't receiving
your phone is off the hook

all is full of love
all is full of love
all is full of love
all is full of love
all is full of love

You have to trust it

sexta-feira, março 13, 2009

The Great Miss Judy Garland



De fazer chorar as pedras da calçada...

Horray for Love

ahah Delicioso!




"Porque só aquele que é suficentemente homem pode salvar a mulher na mulher!"

Nietzche, Assim Falava Zaratustra


Será que apareceu algum para salvar estas duas? ;)

quinta-feira, março 12, 2009

i will take the sun in my mouth



I will wade out
Till my thighs are steeped
In burning flowers
I will take the sun in my mouth
And leap into the ripe air
Alive with closed eyes
To dash against darkness

In the sleeping curves of my body
Shall enter fingers
Of smooth mastery
With chasteness of sea-girls
Will I complete the mystery
Of my flesh
Will I complete the mystery
Of my flesh
My flesh

:)

quinta-feira, março 05, 2009

quarta-feira, março 04, 2009

"Reparar" por Saramago

E eu gostei tanto do teu Ensaio, visto pelos olhos do Meirelles, Saramago.

Robin Thicke

Epá fazer baladas como deve ser não é fácil. Cá para os meus botões este senhor é R&B de qualidade. Grande grande música.



O último álbum - Something Else - está muito nice.
Finalmente encontro something else bom.
Magic

segunda-feira, março 02, 2009


La Plus Belle Scène de "Dans Paris"

domingo, março 01, 2009

And the Oscar goes to...

Melhor Filme




Melhor Actor (romântico)



Melhor Actriz (melodramática)



Melhor Western aka melhor cowboiada




Melhor Filme ... "Independente"

Melhor Filme de Animação

(dobrado em PT para os estrábicos)

Melhor Filme de Terror

Melhor Argumento ( "Eu sou Arte Abstracta")


Melhor Guarda-Roupa



Melhores Efeitos Especiais



Melhor Banda Sonora

Prémio Público

(close-up da personagem anterior)

Alguns dos meus amigos










Mas...

Há sempre um mas... :)

Eu e a aldeia
Marc Chagall, 1938

... que belo bocadinho desta tarde. Que bom partilhar o espírito entre palavras, olhares e sorrisos. E sentir que nalgum momento estivemos lá, satisfeitos na unidade um do outro. E obrigada por me dares a conhecer esse escritor.

"A vida está semeada de milagres que as pessoas que amam sempre podem esperar."

in "À Sombra das Raparigas em Flor" de Marcel Proust

XVII. POEMA PARA O MEU AMOR DOENTE

Hoje roubei todas as rosas dos jardins
e cheguei ao pé de ti de mãos vazias.

Eugénio de Andrade

quinta-feira, fevereiro 26, 2009

Anchor Song

O que fazer quando estamos ligados por uma âncora? É uma que prende ou uma que agarra? E se calhar, no último caso, não devemos fazer nada. E agradecer.

“A dependência é uma besta” Jorge Palma. Mas eu já vi saírem sublimes emoções do coração de bestas. E onde não as vi, espero que as haja. “All is Full of Love” Björk. Desejo-o, quem sabe acima de tudo. Que se espalhe em tudo o que vejo e toco. Que se espalhe. E chegue até ao fim do mundo e depois se espalhe para fora do mundo, para lá do céu. “Just cause you’re feeling it doesn’t mean it’s there” Radiohead. Esta é a perigosa. Mas é o que me há-de trazer mais alegria. Pelo menos a vida não tem sentido nenhum e é clara como a água. E clara como a noite. Uma vida sem sentido e cheia de amor.
Nirvana?

Possibly Maybe.

O Caderno de Saramago


O nosso querido José Saramago tem um blog! :) Uau! é uma delícia ler o que escreve, e quão bem o escreve!


quarta-feira, fevereiro 25, 2009

I will take the Sun in my Mouth

Entrei no quimboio a que alguns parvos chamam de metro. Aquilo é um quimboio. E as pessoas esperam pelo quimboio no apeadeiro. A que alguns parvos chama estação de metro.
Entrei no quimboio. Alguns pés, algum chão, alguns barulhilhos da porta do metro.
Sentei-me num siège. E comecei a observar, como às vezes gosto de fazer. Outras vezes nem gosto de fazer, faço sem querer e depois é que acabo por gostar.
Sentei-me num siège. E comecei a observar.
À minha frente uma rapariga de cara redonda, pele branca, alguns sinais. Mãos brancas com veias verdes e um anel dourado. Ao lado uma senhora que me pareceu feia e para a qual tentei olhar de forma a que se fosse embora aquela ideia de "feia".
Virei o pescoço para o lado direito e ao meu lado, nos outros lugares, encontrei uma rapariga. Não, encontrei-me com os braços de uma rapariga. Era a única que trazia t-shirt e os braços desnudados. (Adoro o termo "desnudados"). Então comecei a descer os olhos pelos braços dela. Perto dos ombros e até ao cotovelo eram brancos e tinham sinais. Do cotovelo até à mão os braços eram brancos e com pelinhos que faziam aqueles arcos fininhos uns a seguir aos outros, que se viam bem porque a pele era branca. E depois dos braços tinha no final umas mãos. Que mãos. Nunca as consegui ver por inteiro até aos dedos. Enquanto ela retirava um livro, peça de teatro, A Gaivota de Anton Chekhov (da qual desvendo um pouco mais, agora, pela wikipédia: Várias figuras de A Gaivota são ridículas, o que se nota pelo contraste entre a altivez e a utopia dos seus ideais e a mesquinhez e tolice dos seus actos.) tornei-me uma admiradora daqueles braços e daquelas mãos. Só aquele aspecto delicado mas firme delas. Os ossos raiando do pulso, debaixo da pele, mexendo-se com o mover dos dedos. Enquanto ela lia A Gaivota tornei-me admiradora da forma como ela mexe os dedos quase imperceptivelmente para virar a folha e da forma como ela toca com os dedos na página, como se estivesse a treinar uma música num piano, como se cada parágrafo fosse a tecla de um piano. Aquelas mãos faziam-me lembrar e eram tão bonitas quanto as da Ana do Porto. Era isso, ligavam-me directamente a essa querida memória de pequena. Imaginei que poderia ser uma estudante de arte, de teatro ou de música. Será que o seu namorado alguma vez a tinha olhado com o encanto com que eu o fazia? E ela continuava a usar a página como teclado.
Decidi olhar de novo para as personagens à minha frente e reparei que a rapariga com as mãos brancas e anel dourado e cara redonda e branca tinha estado a ver-me a olhar para a outra. E apercebi-me da minha figura, de como tinha estado com a boca aberta de contemplação a olhar para a outra. E essa rapariga de cara redonda e branca deve ter achado que eu não era boa da cabeça e que era uma voyeur do pior. Então ela pareceu-me fazer um sorriso tortinho de troça, assim de ladinho. E eu achei que ela não era nada bonita. Olhei de novo para a senhora que eu me esforçava por não achar feia. Mas não consegui.
E no final, claro, não resisti e acabei com os meus olhos naqueles braços rechonchudos como os da Guida e naquelas mãos de Ana do Porto, lindas.

domingo, fevereiro 22, 2009

sexta-feira, fevereiro 20, 2009

A ... coisa

Há quem lhe dê tantos nomes fofinhos, porque é que me calhou logo este no émaile?

quarta-feira, fevereiro 18, 2009

O Super - Homem

às vezes penso quem me dera não depender de ninguém. Não me doer a dor dos outros. Nem a distância, nem a ausência. Que nunca se me atrapalhassem os pés ou enxovalhasse o coração "na falta que tu me fazes". Mas será isto possível? Uma pessoa assim seria um monstro ou um Super-Homem?
Nietzche, diz-me, será "o mais solitário" o mais triste ou o mais feliz? Viverá nos calabouços do mundo ou mais perto do céu?
"As duas coisas", acho que dirias.

quarta-feira, fevereiro 11, 2009

Eu com a cara amarela e esticada e espuma no lábio superior
2009 Nuno Farinha (slogan: "onde há Nuno há espuma no lábio superior")


Strange Place For Snow


Gosto, e penso que a maioria das pessoas também, de ser ouvida. Algumas pessoas perderam a capacidade de falar e outras de ouvir. No fundo ambas perderam a capacidade de ouvir. As primeiras de ouvirem-se a si mesmas, as segundas de ouvirem os outros. Mas é tão bom. Poder ser ouvido com gosto. E ouvir da mesma forma. E tentemos, enquanto ouvimos, olhar para cada diferença física da outra pessoa sem criticar, sem apontar defeitos "que corpo mais mal feito, que nariz horroroso, tantas marcas na cara" Podemos olhar e fazer um tentativa para ouvir, em vez de olhar. "O que me dizem as tuas palavras? a tua boca? o que me diz a tua amizade, a tua presença, o teu sorriso? o me diz o calor da tua alma?"
E só depois de ouvirmos, vermos. E então olharmos. Aí acontece a coisa maravilhosa dos defeitos passarem a feitios.
Só depois de conhecermos, avaliarmos. Ninguém tem culpa do corpo com que nasce. A nossa casa é mais do que isso.
Tentemos conhecer onde mora cada pessoa e como vive, antes de julgarmos as paredes. Sempre foi esse o meu medo.
Por vezes dizem-me que não sou sincera, estou a sê-lo.

Se quiseres, vem, que eu não te impeço. Isso seria negar-me o direito a ser feliz. Todos temos esse direito, desde o dia em que nascemos.
Mesmo que no meio da minha cabeça nervosa e com medo só passe aquela frase que li hoje da Adidas "Porque estou a adorar cada maravilhoso horrível minuto".

Vou tentar tirar a cabeça e o corpo.
Porque felizmente ... acho que a minha casa é muito mais do que isso.




E já agora What a strange place for snow. Noutro dia qualquer não escreveria isto aqui. Porquê expores-te desta forma? Porquê escreveres de uma coisa importante para ti quando ninguém está a ouvi-lo? Quando qualquer pessoa pode lê-lo e vai lê-lo impessoalmente através de um vidro? Esqueceste-te do "silêncio, o precioso silêncio"?

Às minhas coisas eu faço o que me apetece. E esse silêncio que eu tanto venero ninguém me rouba.

Oh My God!


Mas será que já não se pode querer emprenhar que nem uma vaca?

terça-feira, fevereiro 10, 2009

Carolina isso é muito natural!

Carolina Ina ina ina ina ina ina i naaaa

Nanananananananaaaa. é é é

Nananananananana
é é é
Nananananananana

é é é
Nananananananana
é é é
barubaiábarubeté é é é


Nananananananana
é é é
...


Que música fantástica!

segunda-feira, fevereiro 09, 2009

Nãoooo Nãoooo!! Queimem os Grammys!!

Soube hoje que Robert Plant e Alison Krauss ganharam o Grammy the melhor álbum do ano com "Raising Sand", quando um dos nomeados era "In Rainbows" de Radiohead. MAS o pior não foi isso! Foi eu ter percebido que este Robert Plant



é o mesmo Robert Plantezinho dos meus Led Zepplin, tão formoso e bonitinho



AAHHHHH Raios e Coriscos para os Grammy que me destruiram a imagem bela de Robert Plant! Eu até julgava que ele já tinha perecido!

Super Mom? or not?



Oh Meu Deus...será que eu um dia vou ser assim? A verdade é que os 8 bebés são tão lindos!

sábado, fevereiro 07, 2009

À meia noite na rua do desvario



Fotógrafos: Maria Santos, Margarida Mendes e Ana Pena
Pessoas que deram ideias para as fotografias: Maria Santos, Margarida Mendes, Ana Pena e David Ferreira

=)

Proponho que os amiguinhos da vida airada façam um concurso de fotografia em que o júri é constituido por nós mesmos:) era giro!

quarta-feira, fevereiro 04, 2009

I'm a very tall flower


Satellite



O meu amigo Alberto de dia (a dormir)


O meu amigo Alberto de noite (acordado)




I'll be your mirror


When you think the night has seen your mind
That inside youre twisted and unkind
Let me stand to show that you are blind
Please put down your hands
cause I see you

(Velvet Underground)



Desta vez já não é só de fazer inveja a Gotchayingyangs mas também a meninos armados ao pingarelho como "start walkings" e "live lifes"! olhem startem mas é a tirar fotos de jeito em vez de andarem a tirar fotos aos vossos pezinhos e "ai, como foi o meu dia" =) ahhhhhah

terça-feira, fevereiro 03, 2009

Il magico innaffiatoio!

O regador mágico, 2009
Ana Pena



Não, não é o próximo filme do Manoel de Oliveira! É o título do meu novo filme/livro/whatever, com este belo frontispício que põe inveja a Gotchyayingyangs e outras que tais! ahah
Conta a história de um regador mágico, The magic watering can ou Il magico innaffiatoio!
É constituído apenas pela imagem que aí está
É claro que ninguém comentará este post porque não tem interesse nenhum. Afinal não se vê nenhum ser humano a mostrar os pêlos púbicos. Não está lá ninguém que possa ser ridicularizado. Não retrata uma guerra. Não mostra o sofrimento de ninguém. Não se vê nenhuma cena romântica. Não incomoda de nenhuma maneira. Não o atrai ou faz com que o olhar a evite. Não tem interesse nenhum.

Mostra um lugarzinho que passa despercebido, sem nem a ponta de uma unha de importância para o mundo, um facto sem nenhuma cabeçinha nem nenhuma alminha Ah...
e como isso é belo, como isso é tudo.
Pena: Quando se tem a Natureza, não é preciso nada mais. Não preciso de nada mais :)


Il magico innaffiatoio! Il magico innaffiatoio! Il magico innaffiatoio! :)

domingo, fevereiro 01, 2009


Le Cirque Bleu, 1950
Marc Chagall

I'm so fucking fucked



L'Anniversaire , 1915
Marc Chagall


Quem me dera que estivessemos dentro de um quadro do Chagall. Quem me dera ser aquela rapariga de preto que parece fugir, e parasse. Para te ouvir e me ouvir. Quem me dera que estivessemos dentro de um quadro do Chagall e lá dentro as regras do mundo não fossem. Quem me dera que ambos pudessemos festejar. E eu pudesse ficar feliz por finalmente ter sabido, e acreditado. Quem me dera. Quem me dera. Quem me dera poder mostrar feliz que já não sou cega.


Mas a realidade é outra.
E eu não posso. Nem explicá-lo posso.


desculpa...

bulletproof ... I wish I was