La Plus Belle Scène de "Dans Paris"
segunda-feira, março 02, 2009
domingo, março 01, 2009
And the Oscar goes to...
Melhor Actriz (melodramática)
Melhor Filme de Animação
(dobrado em PT para os estrábicos)
Melhor Argumento ( "Eu sou Arte Abstracta")
Melhor Guarda-Roupa
Prémio Público
Mas...
Eu e a aldeiaMarc Chagall, 1938
... que belo bocadinho desta tarde. Que bom partilhar o espírito entre palavras, olhares e sorrisos. E sentir que nalgum momento estivemos lá, satisfeitos na unidade um do outro. E obrigada por me dares a conhecer esse escritor.
"A vida está semeada de milagres que as pessoas que amam sempre podem esperar."
in "À Sombra das Raparigas em Flor" de Marcel Proust
quinta-feira, fevereiro 26, 2009
Anchor Song
“A dependência é uma besta” Jorge Palma. Mas eu já vi saírem sublimes emoções do coração de bestas. E onde não as vi, espero que as haja. “All is Full of Love” Björk. Desejo-o, quem sabe acima de tudo. Que se espalhe em tudo o que vejo e toco. Que se espalhe. E chegue até ao fim do mundo e depois se espalhe para fora do mundo, para lá do céu. “Just cause you’re feeling it doesn’t mean it’s there” Radiohead. Esta é a perigosa. Mas é o que me há-de trazer mais alegria. Pelo menos a vida não tem sentido nenhum e é clara como a água. E clara como a noite. Uma vida sem sentido e cheia de amor.
Nirvana?
O Caderno de Saramago

quarta-feira, fevereiro 25, 2009
I will take the Sun in my Mouth
Entrei no quimboio. Alguns pés, algum chão, alguns barulhilhos da porta do metro.
Sentei-me num siège. E comecei a observar, como às vezes gosto de fazer. Outras vezes nem gosto de fazer, faço sem querer e depois é que acabo por gostar.
Sentei-me num siège. E comecei a observar.
À minha frente uma rapariga de cara redonda, pele branca, alguns sinais. Mãos brancas com veias verdes e um anel dourado. Ao lado uma senhora que me pareceu feia e para a qual tentei olhar de forma a que se fosse embora aquela ideia de "feia".
Virei o pescoço para o lado direito e ao meu lado, nos outros lugares, encontrei uma rapariga. Não, encontrei-me com os braços de uma rapariga. Era a única que trazia t-shirt e os braços desnudados. (Adoro o termo "desnudados"). Então comecei a descer os olhos pelos braços dela. Perto dos ombros e até ao cotovelo eram brancos e tinham sinais. Do cotovelo até à mão os braços eram brancos e com pelinhos que faziam aqueles arcos fininhos uns a seguir aos outros, que se viam bem porque a pele era branca. E depois dos braços tinha no final umas mãos. Que mãos. Nunca as consegui ver por inteiro até aos dedos. Enquanto ela retirava um livro, peça de teatro, A Gaivota de Anton Chekhov (da qual desvendo um pouco mais, agora, pela wikipédia: Várias figuras de A Gaivota são ridículas, o que se nota pelo contraste entre a altivez e a utopia dos seus ideais e a mesquinhez e tolice dos seus actos.) tornei-me uma admiradora daqueles braços e daquelas mãos. Só aquele aspecto delicado mas firme delas. Os ossos raiando do pulso, debaixo da pele, mexendo-se com o mover dos dedos. Enquanto ela lia A Gaivota tornei-me admiradora da forma como ela mexe os dedos quase imperceptivelmente para virar a folha e da forma como ela toca com os dedos na página, como se estivesse a treinar uma música num piano, como se cada parágrafo fosse a tecla de um piano. Aquelas mãos faziam-me lembrar e eram tão bonitas quanto as da Ana do Porto. Era isso, ligavam-me directamente a essa querida memória de pequena. Imaginei que poderia ser uma estudante de arte, de teatro ou de música. Será que o seu namorado alguma vez a tinha olhado com o encanto com que eu o fazia? E ela continuava a usar a página como teclado.
Decidi olhar de novo para as personagens à minha frente e reparei que a rapariga com as mãos brancas e anel dourado e cara redonda e branca tinha estado a ver-me a olhar para a outra. E apercebi-me da minha figura, de como tinha estado com a boca aberta de contemplação a olhar para a outra. E essa rapariga de cara redonda e branca deve ter achado que eu não era boa da cabeça e que era uma voyeur do pior. Então ela pareceu-me fazer um sorriso tortinho de troça, assim de ladinho. E eu achei que ela não era nada bonita. Olhei de novo para a senhora que eu me esforçava por não achar feia. Mas não consegui.
E no final, claro, não resisti e acabei com os meus olhos naqueles braços rechonchudos como os da Guida e naquelas mãos de Ana do Porto, lindas.
domingo, fevereiro 22, 2009
sexta-feira, fevereiro 20, 2009
quarta-feira, fevereiro 18, 2009
O Super - Homem
Nietzche, diz-me, será "o mais solitário" o mais triste ou o mais feliz? Viverá nos calabouços do mundo ou mais perto do céu?
"As duas coisas", acho que dirias.
quarta-feira, fevereiro 11, 2009
Strange Place For Snow
Gosto, e penso que a maioria das pessoas também, de ser ouvida. Algumas pessoas perderam a capacidade de falar e outras de ouvir. No fundo ambas perderam a capacidade de ouvir. As primeiras de ouvirem-se a si mesmas, as segundas de ouvirem os outros. Mas é tão bom. Poder ser ouvido com gosto. E ouvir da mesma forma. E tentemos, enquanto ouvimos, olhar para cada diferença física da outra pessoa sem criticar, sem apontar defeitos "que corpo mais mal feito, que nariz horroroso, tantas marcas na cara" Podemos olhar e fazer um tentativa para ouvir, em vez de olhar. "O que me dizem as tuas palavras? a tua boca? o que me diz a tua amizade, a tua presença, o teu sorriso? o me diz o calor da tua alma?"
E só depois de ouvirmos, vermos. E então olharmos. Aí acontece a coisa maravilhosa dos defeitos passarem a feitios.
Só depois de conhecermos, avaliarmos. Ninguém tem culpa do corpo com que nasce. A nossa casa é mais do que isso.
Tentemos conhecer onde mora cada pessoa e como vive, antes de julgarmos as paredes. Sempre foi esse o meu medo.
Por vezes dizem-me que não sou sincera, estou a sê-lo.
Se quiseres, vem, que eu não te impeço. Isso seria negar-me o direito a ser feliz. Todos temos esse direito, desde o dia em que nascemos.
Mesmo que no meio da minha cabeça nervosa e com medo só passe aquela frase que li hoje da Adidas "Porque estou a adorar cada maravilhoso horrível minuto".
Vou tentar tirar a cabeça e o corpo.
Porque felizmente ... acho que a minha casa é muito mais do que isso.
terça-feira, fevereiro 10, 2009
Carolina isso é muito natural!
Nanananananananaaaa. é é é
é é é
é é é
Nananananananana
Que música fantástica!
segunda-feira, fevereiro 09, 2009
Nãoooo Nãoooo!! Queimem os Grammys!!
é o mesmo Robert Plantezinho dos meus Led Zepplin, tão formoso e bonitinho

AAHHHHH Raios e Coriscos para os Grammy que me destruiram a imagem bela de Robert Plant! Eu até julgava que ele já tinha perecido!
Super Mom? or not?
Visit msnbc.com for Breaking News, World News, and News about the Economy
Oh Meu Deus...será que eu um dia vou ser assim? A verdade é que os 8 bebés são tão lindos!
sábado, fevereiro 07, 2009
À meia noite na rua do desvario

Fotógrafos: Maria Santos, Margarida Mendes e Ana Pena
Pessoas que deram ideias para as fotografias: Maria Santos, Margarida Mendes, Ana Pena e David Ferreira
=)
Proponho que os amiguinhos da vida airada façam um concurso de fotografia em que o júri é constituido por nós mesmos:) era giro!
quarta-feira, fevereiro 04, 2009
When you think the night has seen your mind
(Velvet Underground)
Desta vez já não é só de fazer inveja a Gotchayingyangs mas também a meninos armados ao pingarelho como "start walkings" e "live lifes"! olhem startem mas é a tirar fotos de jeito em vez de andarem a tirar fotos aos vossos pezinhos e "ai, como foi o meu dia" =) ahhhhhah
terça-feira, fevereiro 03, 2009
Il magico innaffiatoio!
Não, não é o próximo filme do Manoel de Oliveira! É o título do meu novo filme/livro/whatever, com este belo frontispício que põe inveja a Gotchyayingyangs e outras que tais! ahah
Mostra um lugarzinho que passa despercebido, sem nem a ponta de uma unha de importância para o mundo, um facto sem nenhuma cabeçinha nem nenhuma alminha Ah...
e como isso é belo, como isso é tudo.
Il magico innaffiatoio! Il magico innaffiatoio! Il magico innaffiatoio! :)



